Main Content RSS FeedEm Destaque

Black Shark: novo vídeo do sistema de navegação »

Atualizado em 22 Abr 08 às 12h16 (a atualização está lá embaixo):

Foi publicado ontem à tarde, mas eu vi apenas agora. É o mais recente vídeo “oficial” do Black Shark, sobre a operação do sistema de navegação e aviônicos do Ka-50. São quase 247 Mb de download para um vídeo de mais de 26 minutos.

O vídeo é absurdamente detalhado, como já era de se esperar. Para quem não tem banda, paciência ou simplesmente não quer baixar tudo isso, fiz o upload dele para o Revver (em três partes separadas): Leia todo o artigo



Main Content RSS FeedArtigos Recentes

Auto-rotação no Black Shark »

Foi publicado ontem, no site oficial, um videozinho da auto-rotação do Ka-50:

Não conheço os parâmetros de vôo do Ka-50, mas achei a velocidade de entrada na manobra bem alta.

Referências: Download, Fórum

Nenhum comentário

Destruição de uma força de guerrilha por um assalto aeromóvel tático na província de Lowgar »

pelo Major V. V. Selivanov1

O inimigo aumentou sua atividade na província de Lowgar em agosto de 1985. A guerrilha atacou Cabul pelo sudeste, atacou comboios civis e militares e postos de segurança soviéticos e afegãos. De acordo com os relatórios da inteligência do serviço de segurança afegão2, destacamentos avançados da guerrilha estavam localizados na área que circundava as vilas de Khurd-Kabul, Malang, Kala e Malikhey’. Um total de 500 a 600 homens, divididos em 10 a 15 unidades de guerrilha estavam homiziados naquela área. A principal concentração de forças de guerrilha estava localizada a 15 ou 20 quilômetros ao sudeste dessa área. Lá, na vila de Tizini-Khas, eles montaram cachês de armamento e munição, guardados por 300 homens armados com metralhadoras pesadas DshK e morteiros. O governo afegão decidiu eliminar os ataques a Cabul estabelecendo um acampamento no Vale Lowgar, mobiliado por um batalhão “Sarandoy”3.

A divisão aerotransportada4 recebeu ordens de destruir a força de guerrilha. O comandante da divisão decidiu deslocar em sigilo suas unidades para esta operação entre 9 e 11 de agosto. Então, de 11 a 18 de agosto, ele poderia cercar e destruir os destacamentos avançados do inimigo e evitar o seu retraimento para a sua base principal.

Dois regimentos aerotransportados foram selecionados para esta operação. Um dos regimentos estava reduzido a um batalhão e o outro estava reduzido a dois batalhões. O comandante da divisão reforçou-os com uma companhia de reconhecimento do regimento restante, uma companhia de reconhecimento destacada, um batalhão de sapadores, um batalhão de carros de combate e um regimento de artilharia (que estava reduzido a um batalhão). Dois grupos de reconhecimento foram formados – um pela companhia de reconhecimento do regimento restante e outro pela companhia de reconhecimento destacada. Sua missão era conduzir uma infiltração de 50 km de profundidade em 13 de agosto para bloquear dois cânions ao sul do vale da província de Lowgar. O corpo principal da força (três batalhões aerotransportados) realizariam o assalto aeromóvel na área ao norte de vila de Khurd-Kabul, atacariam o inimigo e impediriam que ele retraísse para o sul. Então, junto com os grupos de reconhecimento, o corpo principal completaria a destruição do inimigo.

Lowgar province, Afghanistan

Entretanto, este planejamento foi frustrado pelos destacamentos avançados da guerrilha, que atacaram o novo acampamento afegão do batalhão “Sarandoy”. O batalhão não apenas abandonou o combate e sim fugiu do acampamento em pânico. O comandante da divisão decidiu então que, ao invés de ter dois grupos de reconhecimento se deslocando para as áreas planejadas, seria melhor combinar os dois grupos em um único e reforcá-lo com um grupo de sapadores. Este novo grupo realizaria um assalto aeromóvel a leste da Vila de Malikheyl’ e estabeleceria uma posição de bloqueio no cânion.

O grupo de comando do destacamento de reconhecimento e a companhia de reconhecimento regimental estavam na primeira vaga do assalto. A segunda vaga era composta pela companhia de reconhecimento destacada e pelo batalhão “Sarandoy”5. Helicópteros de retransmissão permaneceriam orbitando sobre a área da batalha durante todo o dia, para assegurar a manutenção das comunicações.

O vôo da infiltração durou trinta minutos. As duas vagas pousaram na encosta oeste do cânion e se deslocaram para o sul, sob intenso fogo inimigo de metralhadoras DShK e morteiros. Escaparam sem baixas devido unicamente ao cair da noite. Não poderiam receber nenhum apoio de artilharia pois estavam além do alcance e também não receberiam nenhum apoio aéreo enquanto estivesse escuro. O inimigo ocupava os terrenos dominantes e atirava sobre eles das elevações ao redor, a partir de três direções diferentes. O fogo os deteu enquanto o inimigo deslocou uma força de guerrilha de seiscentos homens para fora do cânion. A companhia de reconhecimento atirou sobre os guerrilheiros que se retiravam, mas o plano era ter toda a força no interior do cânion bloqueando essa grande retirada. Entretanto, um pesado fogo inimigo impediu o comandante do grupo de reconhecimento de deslocar sua companhia dentro do cânion. Este, porém, conseguiu abrir caminho ao longo da crista da serra. Na manhã seguinte, 14 de agosto, o primeiro regimento da divisão pousou na Zona de Desembarque (Z Dbq) logo após uma preparação de artilharia. O inimigo sofreu algumas baixas, porém o objetivo da missão não foi atingido. O assalto ocorreu muito tarde e o inimigo já havia organizado a retirada de sua força principal através do cânion e para longe do nosso ataque.

O comandante da Divisão, Major-General Yarygin, recebeu mais algumas informações detalhadas sobre o inimigo e decidiu salvar a operação procedendo à etapa seguinte e capturando cachês de armas e munições e também destruindo a força de guerrilha nas vilas de Tzini-Khas e Zandekhkalai.

O restante da força de assalto aeromóvel tático consistia em um regimento aerotransportado comandado pelo Tenente-Coronel Solov’ev e um grupo de reconhecimento que eu comandava. O grupo de reconhecimento era formado por uma companhia de reconhecimento destacada e o regimento “Sarandoy” afegão que não havia sido infiltrado na noite anterior.

O plano do comandante da divisão era que às 1445 de 14 de agosto, a força de assalto decolaria de uma área próxima a Malikheyl’ em helicópteros Mi-8. A força seria infiltrada em uma área nos entornos de Tizini-Khas em três vagas, usando quatro Z Dbq. A primeira vaga estabeleceria posições de bloqueio até às 1830 e até às 1930 deveria ter uma plano de fogos organizado e implementado. O corpo principal viria a seguir e seria usado para destruir o inimigo naquela região e impedir que a força principal do inimigo se evadisse. Depois que o bloqueio foi estabelecido, cada companhia deveria enviar um pelotão para uma busca avançada. A primeira vaga incluiu o 2º Batalhão (180 homens em 18 Mi-8) e o 1º Batalhão (120 homens em 12 Mi-8) do 350º Regimento Aerotransportado. A segunda vaga incluiu o Posto de Comando Divisionário, o Posto de Comando Regimental, a companhia de reconhecimento regimental, uma companhia do 1º Batalhão (180 homens em 18 Mi-8) e o grupo de reconhecimento (120 homens em 12 Mi-8). A terceira vaga consistiu do grupo de reconhecimento transferido (180 homens em 18 Mi-8). Os pousos foram distribuídos de maneira que o 2º Batalhão desembarcasse na Z Dbq 01, o 1º Batalhão (- 01 Companhia) desembarcasse na Z Dbq 02, o grupo de reconhecimento desembarcasse na Z Dbq 04 e o restante desembarcasse na Z Dbq 03. A artilharia deveria realizar uma preparação nas Zonas de Desembaque de 1412 às 1428. Então, ataques aéreos bateriam as Z Dbq de 1430 às 1500. O apoio de aviação permaneceria no local desde o término do desembarque até às 1800.

O comandante do grupo de assalto aeromóvel6 cometeu um erro e colocou todos os meus grupos seis quilômetros a oeste da Z Dbq planejada. Nós tivemos que cruzar as montanhas para chegarmos à nossa Z Dbq correta. O fator surpresa havia sido perdido. Não encontramos nenhuma arma ou cachê de munição na vila de Tizini-Khas. Entretanto, um guia afegão nos explicou que os nomes de pequenas vilas impressos nas cartas não são necessariamente aqueles como as vilas realmente se chamam ou como os habitantes locais se referem a elas. Assim, esta vila era conhecida por Tizini-Khas. Na carta, aquela vila na verdade é chamada de vila de Zandekhkalai. Eu cerrei sobre Zandekhkalai, cerquei-a e concentrei minhas forças naquela região. Desalojamos forças de segurança do inimigo na vila e nas alturas dominantes que fechavam as vias de acesso ao cânion. Então, o grupo de reconhecimento iniciou a busca enquanto uma companhia aerotransportada e o regimento “Sarandoy” afegão nos cobriam.

Como resultado deste golpe de sorte, nosso grupo de reconhecimento matou aproximadamente 150 mujahedins e capturou sete cachês de munição. As ações hábeis do grupo de reconhecimento contribuíram para o cumprimento da missão da divisão.

Comentário da Academia de Frunze:

As primeira e segunda fases da operação foram cheias de erros. Durante a primeira fase, o desembarque ocorreu no final do dia e a aviação não pôde apoiá-los. Além disso, não havia artilharia de campanha com alcance para prestar apoio de fogo. A inteligência não uniu suas informações com as reais localizações na carta. Finalmente, as rotas de vôo e Z Dbq foram pobremente planejadas na segunda fase da operação.

Comentários dos editores norte-americanos:

A artilharia soviética, em teoria, permite que ocasionalmente os Grupos de Artilharia Divisionários sejam divididos para oferecer uma cobertura numa frente maior. Na realidade, no teatro europeu, isto nunca aconteceu. No Afeganistão, se tornou necessário para estender a cobertura e este capítulo mostrou um grupo divisionário dividido prestando o apoio de fogo.

Os soviéticos não tinham nenhuma dificuldade em passar elementos de reconhecimento de uma força em apoio a outra. A maioria dos comandantes ocidentais não cederiam de boa vontade de seus elementos de reconhecimento. Este capítulo mostra um exemplo típico de redistribuição das forças de reconhecimento em outras unidades.

A interpretação das cartas e navegação no terreno a partir de uma aeronave é difícil em uma região sem estradas de asfalto, linhas de alta-tensão, grandes rios e pontes permanentes. E também não é fácil no solo. A leitura das cartas é particularmente difícil em montanhas. O desempenho soviético nessa área se mostrou abaixo da média.

Comentário do Vôo Tático:

Em meados da década de 1980, os então soviéticos ainda não voavam com óculos de visão noturna e não havia apoio aéreo noturno, seja de asa fixa seja de helicópteros. Nessa mesma época, os países europeus estavam começando a usar esse tipo de equipamento e os americanos já operavam com eles nas unidades de operações especiais. Seis anos mais tarde, na Operação Desert Storm, a tecnologia da visão noturna já estava disseminada em praticamente todos os exércitos ocidentais mais desenvolvidos. Os russos só vieram a fazê-lo no final da década de 1990, durante o conflito da Chechênia.

Notem que nesta operação, os Mi-8 estão voando com 10 homens cada um, bem abaixo de sua capacidade nominal, que é de 26 a 28 homens. Os Mi-8 utilizados nessa época já eram da verão Mi-8MT (que a OTAN designou como Mi-17) com motores mais potentes. Mesmo assim, os Mi-8 sofriam de uma séria falta de reserva de potência. Isso será explorado também em artigos vindouros.

A respeito os comentários dos editores americanos sobre o desempenho soviético na navegação, estou preparando um artigo sobre como é realizada a navegação tática no Curso de Piloto de Combate. Mas vou esperar até o término do curso para publicar o artigo.



1 V. V. Selivanov serviu na República do Afeganistão como Chefe da Seção de Inteligência de um regimento aerotransportado.


2 KHAD


3 Esta nota de rodapé estava em outro ponto do livro e foi copiada para cá, para melhor compreensão (VT.com): “Sarandoy” eram as forças armadas do Ministério do Interior Afegão – uma força policial pesadamente armada. Eram organizados em seis brigadas ou regimentos (com efetivo aproximado de 6000 homens) e eram baseados nas províncias de Kandahar, Badakshtan, Baghlan e Paravan além de duas em Cabul. O Sarandoy tinha um efetivo adicional de 6000 homens e batalhões de montanha (ed).


4 103ª Divisão Aerotransportada (ed)


5 O autor não explica como foi a reorganização do batalhão “Sarandoy” após o ataque dos mujahedins ou se foram apenas alguns remanescentes que participaram da operação (VT.com).


6 Eu entendi que, neste caso, o erro foi do comandante da Força de Helicópteros e não do comandante da Força de Superfície (VT.com).

Um comentário apenas

Primeira venda internacional do UH-60M »

O Bahrein se tornou o primeiro país (depois dos EUA, é claro) a comprar a nova versão do Black Hawk, o UH-60M, do qual já falei aqui.

É interessante notar que eles estão sendo vendidos pelo preço de pouco mais de 30 milhões de dólares (nove aeronaves por 204 milhões de dólares). Existe uma outra encomenda de Dubai de 26 aparelhos por 808 milhões de dólares, mais ou menos 31 milhões por aeronave.

Em junho do ano passado, o Congresso americano autorizou a venda para o Brasil de seis UH-60L, a versão antiga, por 300 milhões de dólares, 50 milhões por unidade. Claro que aí se incluem gastos de treinamento, manutenção, ferramental e outros e cada contrato é totalmente diferente do outro. Os contratos de manutenção que devem estar incluídos podem se estender por anos. Mesmo assim, a diferença de preços é muito grande.

Referências: Bahrain Becomes 1st International UH-60M Buyer, Fórum Base Militar

Nenhum comentário

Como serão as campanhas do Black Shark? »

Há uns bons anos, quando o Lock On ainda estava para ser lançado, havia uma previsão de que ele teria uma campanha dinâmica. Alguns meses antes do lançamento, o Ross McGregor, desenvolvedor da campanha, teve um desentendimento com a Ubisoft (que bancava o projeto) e a campanha dinâmica foi para o vinagre. Na época, isso causou um rebuliço nas comunidades de simulação de combate, a maioria ficou do lado do Ross.

A campanha dinâmica do Falcon 4, que é seu principal concorrente até hoje (agora chamado de Falcon 4 Allied Force) ainda não teve um concorrente a altura. O EECH e o Longbow 2 também têm campanhas dinâmicas, mas são bem menores e mais simples.

Logo após o lançamento do Lock On, o Ross McGregor continuou a desenvolver a campanha por conta e criou um site com fóruns e tudo. Muita gente (eu inclusive) achou que ia sair um negócio legal, mas até agora não rendeu muitos frutos. O desenvolvimento se arrasta há vários anos e está na versão Beta 0.12. Mesmo assim, os simuleteiros têm fé e o fórum continua bastante movimentado.

Todo essa introdução é para ilustrar como a campanha em um simulador de combate é importante. É ela que vai dar um pano de fundo mais ou menos realista para as operações, proporcionar a imersão e, no caso das campanhas dinâmicas, a imprevisibilidade das missões.

Assim, uma das coisas que os fãs mais aguardavam era uma campanha dinâmica no atual DCS Black Shark, que já foi Lock On Black Shark. Mas, desde o início, o Wags disse que a campanha não seria dinâmica, mas seria sim totalmente remodelada e não a campanha simples, linear, como no Lock On.

Ontem, ele postou no fórum, uma descrição sumária de como ela está sendo montada:

Recently, there have been a lot of questions and misunderstandings about the campaign system for DCS: Black Shark. What follows is a brief description that I hope bring a bit of clarity.

The campaign system in DCS: Black Shark is not linear, branching or dynamic; it is phased. Let me try to describe this: using the embedded Campaign Editor, you can create as many phases in a campaign as they wish. The one I’ve been working on for example will between 25 and 30. You can think of each phase as a folder. Now using the Mission Editor, you can create a mission using many of the new functions such as a trigger and resulting action system, defined random chance of units appearing, new targeting system that sets “zones” for units to search for and attack targets, etc. After you have created a mission, you can then assign the mission to any of the phases. You can place as many missions within a phase as you want. Obviously, putting more missions in a phase will reduce the chances of the same mission being flown when the user is in a phase multiple times. This process can actually go pretty quickly when you create a base-template for each phase and then add and modify to the template to create multiple, separate missions.

When the mission is created, you assign goals. A goal can be such things as the player surviving, primary target(s) being destroyed, friendly units not being destroyed, time limits, etc. Each of these goals can be assigned a numeric value. At the end of the mission, the goals are evaluated to determine if the player stays in the same phase, drops back to a previous phase or advances to the next phase. The only thing linear about the phased system is that the flow of the phases is linear (although it can flow forwards and backwards). In this manner, a player’s progress in a campaign can go back and fourth according to how the missions turn out. When you tie phases to front lines, it is easy to set up a situation where you have front line that ebbs and flows according to mission results. You will never had to re-fly a mission to progress in the campaign (unlike Lock On).

As you can see, this is not really not linear, branching or dynamic.

In later iterations of the campaign system (it’s is a work in progress), we plan on adding such things as resource management (units and stores) and squadron pilot management.

While it is certainly not out of the question that we will also do a dynamic system that algorithmically generates missions and a battlefield environment, the phased system is what we wish to perfect fist. In addition to providing much better game play possibilities than the linear Lock On system, it takes much better advantage of our Mission Editor system that we are developing for both the entertainment and military markets.

Thanks,
Matt

Não é uma campanha dinâmica, como a maioria gostaria. Porém, eu vejo vantagens neste tipo que ele apresentou: o “man-in-the-loop”. Explico: quando as missões são totalmente geradas pela inteligência artificial (se é que podemos chamar os algorítimos desse jeito), muitas vezes ocorrem situações que nitidamente não ocorreriam na realidade.

Da maneira apresentada, com variáveis escolhidas pelo computador, mas os objetivos dos operações e o modo como serão realizadas definidos por quem montou a campanha, acho que fica mais realista. Claro que tem suas desvantagens e uma campanha dinâmica tem sempre o sabor do “ineditismo” da missão.

Em todo caso, as respostas no fórum estão sendo bastante positivas e o Editor de Missões promete, junto com o Ka-50 em si, ser o ponto alto deste simulador.

Referência: About the DCS:BS Campaign System

Nenhum comentário

Agora vai! »

Se falava há muito tempo, mas desde o começo deste ano, as providências para a transferência do 3o BAvEx para Campo Grande estão sendo realizadas concretamente, tanto em Taubaté como em Campo Grande.

Campo Grande (MS) - O Comando Militar do Oeste (CMO) iniciou os trabalhos para a implantação do Destacamento de Aviação do Exército na Guarnição.

De acordo com as Diretrizes do Estado-Maior do Exército, o destacamento será oriundo do 3º Batalhão de Aviação do Exército (3º BAvEx – Taubaté/SP), Unidade com a previsão de transferência para Campo Grande.

O Grupo de Trabalho (GT) constituído pelo CMO para elaborar e executar o planejamento vem contando com o importante apoio da Base Aérea local. Já foram realizadas reuniões para discussão do anteprojeto e visita ao espaço destinado à construção das instalações do destacamento. Este já foi denominado, pelo GT e pelos integrantes do 3º BAvEx, “Destacamento Tuiuiú”, uma homenagem ao maior e mais característico pássaro da região pantaneira.

CMO campo grande 3 bavex

Referência e foto: Exército Brasileiro

Um comentário apenas

V - E - A - I »

As quatro letras acima são uma expressão do meu comandante que significam Ver, Entender, Atuar e Impactar e bem define o nosso papel, o que devemos fazer durante o combate. Isso se aplica também à discussão do momento (pelo menos aqui do meu blog), relativo aos helicópteros de ataque que a FAB deve comprar.

As plataformas despertam nossas discussões apaixonadas, mas não faz a mínima diferença se vamos voar no Mi-35 ou no Mangusta. São ambos excelentes helicópteros que foram selecionados como finalistas da concorrência da FAB.

O que interessa realmente é se vamos comprar os mísseis Shturm, se escolhermos os Mi-35? Ou se vamos comprar o HOT, Hellfire, TOW se escolhermos o Mangusta? Ou vamos esperar o MSS-1.2 ser compatibilizado para qualquer um dos dois?

Vamos compatibilizar qualquer um dos dois para os foguetes brasileiros Skyfire ou SBAT-70 ou vamos ter que comprar foguetes Hydra, FZ ou algum daqueles russos com 20 calibres diferentes?

Eu tenho minhas preferências pessoais (muito mais subjetivas que técnicas), como todos que se interessam pelo assunto têm, mas a plataforma que atira não importa (ou importa pouco). E ter um helicóptero da ataque de última geração sem armas apropriadas não é a melhor escolha. O que realmente importa é como vamos impactar o inimigo. A FAB, com certeza, está estudando isso.

3 comentários

Helicópteros de ataque: mais que uma licitação »

Artigo de Nelson During, publicado hoje no Defesa@Net:

Eram quatro modelos que foram apresentados para a licitação: o russo Mi-35M, o Eurocopter Tigre e dois da AgustaWestland o AW-109LUH e AW-129. Dois modelos foram selecionados para a fase final: o ítalo AgustaWestland AW-129 e o russo Rostvertol Mi-35M. Para o Mi-35M não há surpresas, mas o outsider AW129 cresceu e tem reais chances dar um gosto amargo à vodka e caviar russo.

Após a vitória na Turquia, em 2007, o AW-129 teve sua carreira no mercado internacional renascida com ímpeto.. O AW-129 deverá ocupar um espaço no mercado internacional com um posicionamento de um aparelho de excelente performance a um custo de aquisição e operação menor que os top do mercado: o Boeing AH-64D Apache e o Eurocopter Tigre e o novo russo Mi-28 e compatível de enfrentar o Mi-35M em termos de custo.

O conhecido Mi-35M está operando na Venezuela batizado como Caribe. Baseado no Mi-24 Hind um projeto de sucesso da antiga União Soviética dos quais vários milhares foram produzidos. O Mi-35M é uma versão modernizada para exportação com nova aviônica e motores com maior potência além de uma maior gama de armas que pode carregar.

Leia o artigo completo

Atualizado em 22 Abr 08 às 18h31:

O Defesa@Net incluiu um vídeo sobre cada um dos finalistas. São montagens de outros vídeos, que a maioria já deve ter visto, mas vale para ter uma idéia geral das capacidade da aeronave.

Mi-35:

Mangusta:

Nenhum comentário

360 anos do Exército Brasileiro »

“Nós, abaixo assinados, nos conjuramos e prometemos, em serviço da liberdade, não faltar a todo o tempo que for necessário, com toda a ajuda de fazendas e de pessoas, contra todo o risco que se oferecer, contra qualquer inimigo, em restauração de nossa Pátria, para o que nos obrigamos a manter todo o segredo que nisto convém; sob pena de quem o contrário fizer ser tido por rebelde e traidor e ficar sujeito ao que as leis, em tal caso, permitem. Debaixo deste comprometimento nos aliamos em 23 de maio de 1645”

Três anos depois deste compromisso, em 19 de abril de 1648, estes mesmos insurretos lutaram na 1ª Batalha de Guararapes, considerado nascimento do Exército Brasileiro.

Neste compromisso foi a primeira vez em que a palavra “Pátria” foi escrita para se referir ao Brasil.

Nenhum comentário

159ª Brigada de Aviação chegando a Mosul »

No MP.net, o pessoal disse que esse vídeo já tem três anos. Em todo caso, a formação com dezenas de helicópteros é impressionante.

A 159 AVN é subordinada à 101ª Divisão Aerotransportada.

3 comentários